Casarão da Cultura recebe espetáculo teatral Guerreiro

Apresentação foi realizada pelo grupo de teatro Moijargão

O Casarão da Cultura de Pedras de Fogo recebeu, nesse sábado (22), o espetáculo teatral Guerreiro. A apresentação foi realizada pelo grupo de teatro Moijargão, formado por alunos de teatro da Universidade Federal da Paraíba, UFPB.

O experimento cênico Guerreiro é um monólogo que aborda questões socioculturais do negro no Brasil.

Dirigido por João Paulo Macedo, com direção musical de Cleiton Texeira e interpretação de Joziel Santos, esse experimento surgiu das inquietações do artista multidisciplinar e estudante de teatro da UFPB, Joziel, ao perceber a invisibilidade do ensino do Teatro Negro no departamento de Artes Cênicas da UFPB.

Além disso, não são propostos experimentos e nem espetáculos na academia, não fazendo assim referências a dramaturgos e escritores voltados para esse tipo específico de dramaturgia dentro da nossa grade curricular universitária, contribuindo assim com a invisibilidade social do negro e consequentemente com a ideologia do racismo.

Composto pelas memórias ou situações vividas pelo próprio ator, que é negro, “Guerreiro” aborda em cena vivências pessoais com o objetivo de trazer reflexões e problematizar questões cotidianas e de preconceito vividas pelos negros no Brasil.

Após a apresentação, o ator e os diretores bateram um papo com o público e falaram sobre como surgiu a ideia do espetáculo, a ocupação de espaço na Universidade, o racismo ainda latente na sociedade brasileira. O público, por sua vez, partilhou experiências cotidianas relacionadas à temática.

O grupo Moijargão já recebeu diversos prêmios pelo espetáculo, que enfrentou dificuldades no início, mas mostrou qualidade cênica e perpassou as barreiras do preconceito.

“Este trabalho começou como uma proposta do meu Trabalho de Conclusão de Curso – TCC. Não encontrei orientador para o meu trabalho no Centro de Artes da UFPB, recorri ao CCHLA, a um professor do Departamento de História”, diz Joziel Santos, ator que protagoniza o trabalho.

A apresentação de Guerreiro neste momento é muito simbólica, pois estamos no mês de novembro, onde é celebrado o Dia da Consciência Negra. O Dia é marcado pela reflexão sobre a condição dos negros no Brasil, sendo vivenciado no último dia 20.



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