Festa da padroeira do município é marcada por maior público da história e relíquia de 1º grau de Santa Dulce

De 29 de outubro a oito de dezembro deste ano, a comunidade católica de Pedras de Fogo vivenciou a 154º Festa de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do município. Foram nove dias de novena e um encerramento com uma grande festa no dia oito, data em que a Igreja Católica celebra o dogma da Imaculada Conceição de Maria, promulgado pelo papa Pio IX no século XIX.

Durante os nove dias da novena o Santuário, que é enorme, ficou pequeno para acolher os devotos de Nossa Senhora da Conceição. Dezenas de cadeiras eram colocadas fora do templo para acomodar os fiéis. Telão e som externo transmitiam o que era celebrado dentro do templo. Ninguém perdeu nada.

Vários sacerdotes celebraram durante a festividade. Diversas atrações culturais animaram as noites após cada celebração da Missa. Banda Som Vital, Padre André, Bruno Camurati, Fátima Souza, Viver de Rir, Tributo à Maria, atrações culturais da prefeitura, entre outras fizeram parte da festa mais Histórica de Pedras de Fogo.

Uma equipe gigantesca, que deu as mãos e serviu do início ao fim, realizou estes momentos. Tudo coordenado pelo reitor do Santuário Nossa Senhora da Conceição, padre Moisés Coelho.

No dia da grande festa, oito de dezembro, a missa solene foi celebrada pelo padre Ivan, reitor do Santuário de Santo Antônio da Barra, em Salvador, Bahia. O celebrante trouxe uma relíquia de primeiro grau de Santa Dulce dos pobres, religiosa canonizada pelo papa Francisco recentemente.

No encerramento, uma multidão tomou conta da Praça da Conceição e da frente do Santuário. Foi o maior público da História da Festa. Centenas e mais centenas de devotos se espremiam para amar a Mãe de Cristo. A Missa campal foi rezada pelo padre Dedé, reitor do Seminário Menor da Arquidiocese da Paraíba.

Depois da celebração, antes da benção final, o povo recebeu a imagem da Virgem Maria ornamentada por rosas e saíram em procissão pelas ruas de Pedras de Fogo. O público era tão grande que não tinha condições de enxergar o início e o final da multidão. Cantando, rezando, descalços, felizes e compenetrados os devotos de Maria percorreram o caminho da procissão e chegaram à Praça da Conceição, recentemente reformada e revitalizada pela gestão municipal.

Lá, o povo parou em frente à imagem de Nossa Senhora da Conceição de quase quatro metros e contemplou a queima de fogos. A Rua São Paulo ficou pequena. Do mercado público até o Supermercado Conterrâneo só se via o mar de gente. Mais de 300 metros preenchidos por pessoas postas na avenida mais larga do município. Tinha mais pessoas do que a qualquer noite do Forró Fogo.

Por fim, o povo se direcionou para o local de partida da procissão: a frente do Santuário, os pés da Mãe de Jesus. Foi a hora da benção final, dada com o Santíssimo Sacramento pelo padre Moisés.

Um pouco de História

A Igreja de Nossa Senhora da Conceição foi construída no século XIX. No ano de 1860 o missionário franciscano frei Serafim de Catânea começou a construção do templo, que impressiona por sua magnitude, grandeza e beleza. O frei buscou recursos junto a sua terra natal, Itália, e conseguiu concluir a construção em 1865, cinco anos após o início.

Frei Serafim veio evangelizar por essas terras alguns anos antes do início da construção da Igreja e entrou em contato com Dom Vital, o qual depois entraria para a ordem do missionário; por isso há relatos que frei Serafim construiu o templo católico por conta da devoção do Atanásio Brasileiro (como Dom Vital veio a ser conhecido pela coragem em defesa da fé).

No ano de 1994 a Igreja é elevada a dignidade de paróquia e em 2007 a Santuário, o que é motivo de orgulho para a cidade. O lugar é tombado pelo IPHAEP, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba.



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